Laboratórios de informática: será o fim deste ambiente?
Arquitetura

Laboratórios de informática fazem parte da infraestrutura de escolas e universidades há bastante tempo, e foram uma ferramenta essencial para auxiliar o aprendizado.

Mas, para atender demandas pós modernidade, as instituições de ensino se encontram em uma encruzilhada com relação a estes espaços utilizados antigamente para aulas de informática ou para acesso de informações na internet.

Aceitar que estão ultrapassados e se acomodar, ou dar um passo à frente e transformá-los em espaços de criação que inspirem aprendizes do século XXI.

É claro que essa premissa levanta grandes questões para professores, pedagogos e gestores educacionais de um modo geral:

... Estariam os laboratórios de informática se encaminhando para extinção ou seriam eles perfeitos candidatos para uma renovação total?

Se tomarmos a última hipótese como verdadeira, como poderíamos justificar os custos envolvidos nesta operação?

Diante disso, nosso objetivo com este artigo é propor uma reflexão sobre os todos os aspectos que envolvem esses espaços educacionais.

Qual a origem, história, tendência e o principal: Como revitalizar para dar conta do contexto atual e futuro.

Laboratórios de informática: Evolução e importância atual

Quando se popularizou o uso de laboratórios onde se pudesse aplicar informática em escolas e universidades, no fim da década de 90 e início dos anos 2000, o panorama brasileiro era outro.

A maior parte das casas não possuía computador, e o acesso à internet ainda era incipiente.

Neste momento a “novidade” era extremamente bem-vinda, já que possibilitava, para muitas pessoas, o primeiro contato com este tipo de tecnologia.

Hoje em dia, grande parte das crianças e a maioria dos jovens e adultos, possui dispositivos móveis - com alta capacidade de processamento - dentro do bolso.

Portanto para boa parte dos estudantes não existe mais a necessidade de um local específico para o contato com a tecnologia pois sua utilização acontece diariamente desde a mais tenra idade.

Com isso, precisamos rediscutir a necessidade destes espaços criados a mais de uma década para se ensinar informática e dar acesso a informação e conteúdos multimídia.

A questão da obsolescência

A obsolescência é uma questão importante que está constantemente presente na mente do gestor escolar de hoje, pois a infraestrutura de TI (Tecnologia da Informação) está entre os principais gastos de escolas e universidades.

Uma sala com hardware ultrapassado, não oferece nenhum atrativo e consequentemente se tornará subutilizada. Conforme a tecnologia avança, o ambiente também precisa ser adaptado e/ou reestruturado.

Muitos especialistas na área concordam que os antigos laboratórios de informática da forma que foram concebidos devem seguir o mesmo rumo que as fitas VHS tiveram: a extinção.

Esses espaços não consideravam a interação entre estudantes com baias individuais, nem o conforto ou espaço para instrução individual, tão pouco áreas de apresentação.

Na época, isso era considerado revolucionário – simples computadores de mesa com impressoras pois a instrução era unidimensional, limitando-se a pesquisas na internet e na produção de trabalhos em processadores de texto. É óbvio que isto, atualmente, está ultrapassado.

Hoje o gestor além de oferecer equipamentos atualizados, deve oferecer uma infraestrutura que esteja de acordo com a abordagem metodológica adotada pela instituição.

Existem diversas formas de introduzir o uso de dispositivos tecnológicos na escola. Por exemplo, podemos oferecer laboratórios com equipamentos de alta performance, ou comprar notebooks e tablets para todos os alunos, ou ainda permitir que os alunos utilizem seus próprios celulares.

Essa decisão deve ser muito estudada porque o uso de dispositivos móveis como celulares, notebooks e tablets e o aumento da capacidade das redes sem fio, coloca em xeque as necessidades de espaços específicos que ofereçam equipamentos de informática.

Em geral ter um laboratório de informática se justifica quando a instituição precisa:

  • Ter maior controle sobre a disponibilidade dos equipamentos (evitar que os alunos se esqueçam dos dispositivos, problemas de falta de bateria, etc)
  • Ter maior controle sobre o software que será utilizado;
  • Oferecer equipamentos de alta performance (utilização de softwares mais "pesados" específicos para desktop);
  • Trabalhar temas que tem uma maior dependência de infraestrutura (edição de vídeo, robótica, programação).

Móveis para laboratório de informática

Com a popularização das tecnologias de comunicação, o professor não é mais o único transmissor e portador do conhecimento, mas sim atua como mediador da informação.

Neste novo contexto, devemos utilizar estes espaços e a tecnologia disponível nele como uma oportunidade para aulas mais interessantes para todas as disciplinas.

Os laboratórios de informática devem contribuir para que envolvidos no processo de aprendizagem construam conhecimentos e conceitos, de forma crítica e ativa.

Para fazer esta transição, todos os esforços são necessários, desde tecnológicos, até a adaptação dos móveis escolares que atendam estas necessidades.

Quando falamos em incluir TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação no espaço de aprendizagem temos que pensar qual será a proposta e o ambiente que queremos criar com ele.

Diversos estilos de aprendizagem podem ser utilizados neste espaço, como por exemplo, encorajar os estudantes a praticar uma maior interação, através de mesas colaborativas ou grupos em formatos em “U”.

Pode ser interessante em alguns casos as tradicionais estações individuais onde o professor pode monitorar o que está sendo produzido pelo aluno.

Ou ainda, o laboratório de informática poderá ter duas ou mais modalidades separadas em zonas: Uma dedicada ao estudo em grupo, outra ao individual, outra dedicada à produção e edição de vídeos, etc.

Percebam o papel importante que os móveis escolares têm aqui e como são essenciais no desenvolvimento da configuração de um laboratório de informática.

Sugerimos que os laboratórios atuais levem em consideração características como: autonomia, multifuncionalidade, flexibilidade, segurança, conforto e ofereçam aos alunos as seguintes áreas de trabalho:

  • Espaços para se trabalhar sozinho, com laptop, tablet, ou mesmo computadores de mesa;
  • Mesa com superfície grande para execução de projetos, como o espaço para equipamentos de prototipagem (ex: impressora 3D);
  • Espaço para apresentação de trabalho;
  • Zona para interação aluno/instrutor;
  • Local para testar novos dispositivos e softwares.

Sempre focando na colaboração e na criatividade, integrado com a metodologia de aprendizagem e alinhados com aquilo que alunos irão encontrar logo ali adiante, tanto no mercado de trabalho, como para resolver situações do cotidiano que envolvam tecnologia.

Para finalizar este breve instrumento de reflexão sobre laboratórios de informática, podemos nos perguntar: Será o fim ou o início de um novo conceito?

Ao nosso ver, depende do quanto cada instituição estará disposta a investir para promover este espaço de forma que permaneça atraente e produtivo.

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