Criando ambientes diferentes para diferentes tipos de aprendizagem
Pedagogia

Existem diferentes tipos de aprendizagem, os quais são vastamente estudados por pedagogos, psicólogos, professores e especialistas na área de educação. Afinal, cada pessoa possui forma própria de adquirir conhecimento.

Sabe-se ainda que, estes tipos de aprendizagem ocorrem dentro de ambientes que possuem sinergia própria, e são essenciais para o bom funcionamento de cada estilo.

Por exemplo, podemos comparar ambientes e preferencias quando entramos pela primeira vez na casa de alguma pessoa. Imediatamente conseguimos identificar traços da personalidade, comportamento e modus operandi dos habitantes do lugar.

A disposição dos objetos, posição dos móveis, detalhes decorativos e tudo o que está inserido neste espaço delimitado, assim como a forma como está organizado nos fornecem pistas que nos permitem chegar a algumas deduções.

No ambiente educacional não é diferente:

Móveis escolares que são encontrados dentro da sala de aula e sua disposição também indicam a presença e o favorecimento de certos tipos de aprendizagem.

Neste artigo vamos abordar como o mobiliário escolar pode ajudar a criar diferentes ambientes para absorver determinados tipos de aprendizagem.

Sala de aula: Espaço físico e ambiente de aprendizado

Antes de começar este tópico, temos que entender a diferença entre espaço e ambiente.

Quando falamos em espaço, nos referimos diretamente a espaço físico, ou seja, local destinado a ocorrer certa atividade.

Já ambiente, refere-se à simbiose entre espaço físico e as diversas relações que se desenvolvem dentro dele.

É o conjunto dos afetos, das relações aluno-professor, de todos com os tipos de aprendizagem propostos e tudo aquilo que se aproveita da funcionalidade espacial para criar um ambiente propício para a troca de conhecimento.

Educacionalmente falando, podemos compreender 4 dimensões relacionadas com o ambiente de aprendizagem:

1. Dimensão física

Trata-se do aspecto puramente físico do ambiente da classe de aula.

Envolve móveis escolares, desde as mesas do ensino fundamental até as carteiras universitárias, e sua disposição dentro do espaço.

2. Dimensão funcional

Refere-se à forma como utilizamos o espaço físico. Desde móveis para trabalhos em grupo, bancadas científicas, espaços musicais, entre outros.

Os diferentes tipos de aprendizagem possuem formas diversificadas de se aproveitar e maximizar o potencial destes espaços, aumentando as possibilidades de aprendizagem.

3. Dimensão temporal

Aqui tratamos da organização e do uso do tempo disponível na sala de aula.

O tempo está inegavelmente ligado ao espaço onde se realizam as atividades, e os dois se inter-relacionam.

4. Dimensão relacional

Trata-se das relações entre os indivíduos dentro da sala de aula.

A forma como se obtém acesso aos diferentes espaços, normas de utilização dos mesmos e como se formam os grupos para as atividades pertencem a esta dimensão.

Temos que ter a compreensão que o ambiente da sala, quando tratado com cuidado e organização tem o poder de melhorar a experiência dos estudantes de forma significativa.

Assim, atividades de aprendizagem são facilitadas quando:

  • Consegue-se estimular o emprego das destrezas;
  • Aumenta-se a viabilidade para comunicar expectativas e limites;
  • Ocorre o fortalecimento, significante, do desejo de aprendizado.

A importância do mobiliário escolar, desta forma, é muito grande, pois a estruturação e construção deste lugar influem para que o aluno desenvolva sua noção particular de espaço.

A organização deste espaço pessoal é, por si só, conteúdo imprescindível na jornada pelo aprendizado.

Agora vamos passar pelos tipos de aprendizagem e como o ambiente influencia cada um deles.

Tipos de aprendizagem e a construção do ambiente

Como dito, cada indivíduo aprende de forma diferente.

A escola tem o papel de mediar os diversos tipos de aprendizagem junto aos seus alunos, facilitando desta forma o acesso ao conhecimento.

O ambiente também é importante para esta questão, e não seria exagero dizer que para cada estilo de aprendizagem podemos construir uma estruturação de espaço típica.

Os diferentes estilos de aprendizagem estão diretamente relacionados com o trabalho do psicólogo Howard Gardner, desenvolvido entre os anos 80 e 90 em Harvard.

A teoria de Gardner propõe que a inteligência aparece de formas diferenciadas no ser humano. Até então, apenas o potencial lógico-matemático era usado para analisar o desempenho escolar dos estudantes. Gardner discordava desta tese, e aferia, com base em vasta observação, que a inteligência pode se manifestar de diversas maneiras.

A cultura auxilia a definir que tipo de inteligência é mais valorizada dentro de um determinado contexto. Por exemplo, no ambiente acadêmico, dentro das disciplinas de exatas, a inteligência lógico-matemática assume a posição como mais importante. Já no ambiente esportivo, a inteligência corporal-sinestésica toma protagonismo.

E os móveis escolares podem assumir diversas configurações em cada um destes tipos de aprendizagem.

A disposição de cada cadeira escolar pode mudar, assim como no ensino superior a carteira universitária pode ter uma funcionalidade totalmente diferente, dependendo do que estamos buscando dentro da sala de aula.

Então vamos analisar os diferentes tipos de aprendizagem. Além de pontuar sugestões para modificar o ambiente baseado nas iniciativas que podem ser tomadas dentro da sala de aula.

Físico

Este tipo de aprendizagem se vale da utilização da inteligência sinestésica-corporal do aluno.

A coordenação corporal, precisão e controles de movimentos do próprio corpo são partes importantes deste estilo. Seja para:

  • Estudantes que pretendem dedicar a carreiras esportivas, ou artísticas, como teatro ou dança;
  • Estudantes que desejam seguir em atividades que envolvam domínio manual, como mecânica e construção...

Este tipo de aprendizagem é de suma importância.

Muitos alunos possuem perfil inquieto. Muitos são qualificados como barulhentos. A ideia aqui é que eles aprenderiam melhor se desenvolvessem mais habilidades práticas na sala de aula.

Montagens, simulações e construção de objetos podem ser facilitadas quando se possui mobiliário escolar certo para isso.

Para este tipo de aprendizagem a cadeira escolar fixa é limitante. É necessário expandir as capacidades do espaço da sala de aula.

No nível superior, carteiras universitárias podem ser substituídas por bancadas maiores e com iluminação, que podem ser utilizadas para a construção de objetos, e para que o aluno possa se valer da sua capacidade manual.

Intrapessoal

Muitos estudantes possuem características que tendem mais para o isolamento e a introspecção, e acabam demonstrando melhor desempenho quando são deixados à vontade.

Móveis escolares individuais são importantes neste tipo de aprendizagem.

Algumas atividades que podem ser propostas incluem projetos que possam ser realizados de forma independente.

Estes alunos costumam apresentar excelente raciocínio lógico, e grande vocação para a pesquisa. Por isso, deve-se considerar um mobiliário escolar que dê total suporte para este tipo de atividade.

Interpessoal

Diferente do tipo de aprendizagem acima, este é voltado para alunos que possuem maiores níveis de extroversão e que possuem maior rendimento quando estão em grupo.

Uma metodologia que combina muito bem com este estilo é a aprendizagem ativa, uma vez que, o trabalho em grupo constitui um dos seus maiores pilares.

Os móveis escolares devem valorizar a comunicação interpessoal, e serem pensados para melhor acomodar diversos alunos no trabalho conjunto.

Carteiras universitárias menores e mais leves de serem manipuladas são aquelas que mais se adaptam a este tipo de aprendizagem.

Muitos estudantes que se encaixam aqui, também podem estar comprometidos na organização de eventos e grupos de discussão, além de trabalhos que envolvem a pesquisa extraclasse.

Um trabalho que pode ser executado e que tem relação direta com o ambiente é a criação de fóruns de debates sobre os mais diversos assuntos.

Assim, posiciona-se um aluno como mediador ao centro e de cada lado cadeiras escolares são colocadas, explicitando os dois lados de um tema.

Argumentos são contrapostos, alcançando assim maior capacidade dialética e de desenvolvimento de raciocínio lógico.

Linguístico/verbal

Este é um tipo de aprendizagem voltado para pessoas que tem maior facilidade com textos e palavras.

O estímulo constante à leitura é parte fundamental aqui. O mobiliário escolar, portanto, tem que ser confortável para que o aluno possa ler tranquilamente.

O acesso a biblioteca e a utilização de móveis escolares com maior área de trabalho e armazenamento são ideais neste ambiente, para facilitar a disposição de livros e a maior concentração do estudante.

Matemático

Voltada para a utilização do raciocínio lógico, assim como a identificação de padrões e classificação de objetos.

O ambiente tem que propiciar, neste estilo de aprendizagem, a pesquisa e atividades que busquem a resolução de problemas.

Existem carteiras universitárias modernas que são bastante funcionais neste quesito propiciando espaços específicos para os alunos colocarem seus instrumentos, como equipamentos, calculadoras científicas, tablets, etc.

Dentro do ambiente de sala de aula, a criação de jogos, com regras que seguem princípios lógicos, pode ser ótima forma de exercitar esta capacidade nos alunos.

Musical

Aprendizagem voltada para pessoas com sensibilidade sonora mais elevada. É possível envolver o ambiente para passar conhecimentos musicais.

Aqui, as cadeiras escolares tem que ser dispostas de forma que não atrapalhe a manipulação de possíveis instrumentos a serem ensinados em sala de aula.

E música também é matemática, de forma que este tipo de aprendizagem também pode auxiliar muito nesta disciplina.

Mesas escolares que possuam espaço para poder mexer com partituras mostram-se com grande eficácia aqui.

O trabalho em multimídia também pode ser executado em sala de aula, envolvendo o uso de computadores dentro do ambiente escolar.

Visual

O último dos tipos de aprendizagem de Gardner, e voltado para o ensino se valendo da capacidade visual dos estudantes.

As harmonizações de padrões, a disposição de cores, assim como a criação de artes gráficas podem ser de grande ajuda neste estilo.

Por exemplo, pode-se criar um cenário com base em uma história criada pelos alunos usando-se somente o mobiliário e os equipamentos disponíveis em sala de aula.

Neste tipo de aprendizagem, os móveis escolares devem permitir que o aluno exerça liberdade de criação estética e visual. Móveis com grandes superfícies de trabalho são ideais para trabalhar com muitos elementos, realizar desenhos e colagens.

Diante do exposto, concluímos então que:

Interações dentro da sala de aula são parte essencial do processo de aprendizado, pois é nessa relação de troca de informações que o conhecimento é construído e compartilhado.

O ambiente deve ter um caráter que valorize a autonomia do aluno e a colaboração, como prega a metodologia de aprendizagem ativa, entre outras.

Além disso, o ambiente colabora positivamente para sua motivação, além de promover experiências, interações e a ajudar na construção de conhecimento.

Móveis escolares são determinantes na criação deste ambiente. A escolha correta aqui faz toda a diferença.

Valorize o estudante dando importância ao processo de criação do ambiente de sala de aula e da escolha mobiliário escolar adequado para sua instituição, pois é assim também que estará ajudando na formação intelectual dessas pessoas.

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